Moça da Casa

24 24America/Sao_Paulo julho 24America/Sao_Paulo 2010

Se você, moça da casa
Estiver com frio na barriga
Sorria

Se você, moça da casa
Cair defronte o amante
Levante

Se você, moça da casa
Lembrar de um poema que leu
Fui eu

E, se ainda assim – moça da casa!
Chorar por aquele vexame
Me chame


RÁ!

13 13America/Sao_Paulo julho 13America/Sao_Paulo 2010

Hoje é o fim de uma Era. Dias novos começarão em breve. Não se sabe se serão piores ou melhores, apenas se sabe que serão novos e portanto diferentes. Pelo menos é isso o que está escrito, bem ali, no Pergaminho do Destino, página 24, linha 7: “Quando os mortais voltarem as costas ao Grande Irmão, haverá chegado então o tempo de uma nova Era. Findos estarão os dias velhos. Novos acontecimentos serão vistos  por todos e todas. Preparem-se”. Eu, que não sou bobo nem louco, mexo minhas coisas pra me prevenir. Os ventos serão mais gelados, dizem, as tempestades, talvez mais constantes. Me armo de roupas pesadas e construo fortalezas de pedra e argamassa, aos montes. Risco papéis traçando possíveis Planos B – porque o plano A já está é muito bem definido: o Teatro da Assembleia.