O primeiro texto do ano

Todo aquele emaranhado de corpos em movimentos já me são familiares. O barulho já virou o silêncio de outrora. Os skyscratchers espelhados não ofuscam mais minha retina. Viraram paisagem.

A efervescência que me tomava a barriga, imaginando um destino épico ali nas avenidas, já meio que não existe. Preciso retomá-la, é verdade, pois é ela que me dá vontade de viver. Faz-me lembrar do alucinógeno do Lago Azul, ou da viagem de carro pela rodovia: em ambos os casos, me vi grande no futuro.

Conheços pessoas, pessoas até demais, experiência difícil de digerir. Acho que já foram uns 100 nomes, por aí. Aos poucos, me acostumo novamente, como me era hábito até um par de anos atrás.

A rotina está me engolindo mais do que o previsto. Preciso de mais doses de inusitado. Acho que com o tempo desenvolvo a habilidade.

Pera aí que já volto.

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One Response to O primeiro texto do ano

  1. Anônimo disse:

    grande premissa da crise que está por vir.
    arme-se bem, para nao sofrer as consequencias indesejáveis.
    lembre-se da ponte sob o rio nilo, é dali que vem a inspiração do amanhã.
    já nem durmo mais. pela madrugada caminho entre as ruas pacatas de uma cidade portuguesa. ouço apenas a voz do mendigo ao lado – “05 centimos se faz favor…”
    pobre homem, em poucos dias o estado lhe matará.
    e se vc acha que o inusitado é real, pense bem antes de embarcar pela rodovia do abstrato.
    força.

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