Sobre as acampadas no mundo

29 29America/Sao_Paulo outubro 29America/Sao_Paulo 2011

Pra onde vai, não sei. Só sei que os anos 60 ainda ecoa fortemente nisso tudo – anticapitalismo regado a muita cultura hippie. O ingrediente novo é a cultura digital, usada de forma inteligente e criativa.

O tripé que sustenta as acampadas – apartidarismo, não-violência, deliberações por consenso – também é sessentista. Há inúmeras críticas sobre esses princípios, eu mesmo possuo as minhas, mas é inegável que pode ser exatamente eles que mantém a coesão das acampadas e permitem o seu crescimento.

A perplexidade de muitos militantes experientes sobre a infinitude das bandeiras dos  movimentos (“Afinal, quais são as reivindicações, porra?!”) é um imperativo. E denota, talvez, o choque cultural entre gerações distintas na forma de fazer política contra-hegemônica.

Divergências à parte, um ponto acho que é consenso: sempre é bom ocupar as ruas e poluir politicamente a paisagem natural. O perigo, entretanto, reside justamente nisso: as acampadas virarem paisagem.

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