O jogo

A horda, em sua maioria masculina, translada-se rumo ao coliseu dos dias modernos. Tenta chegar ao seu destino de todos os jeitos, de trem, carro, ônibus, alguns até vão de bicicleta e arriscam-se a travá-la em postes quaisquer, ainda que cientes do altíssimo risco de subtração do seu meio de transporte. “Dane-se”, pensam estes, o que importa é chegar no jogo – e chegam, e compram o ingresso, entram, se acomodam, todos reunidos tal qual uma horda, uma horda de fanáticos, de simpatizantes, de torcedores, e de namoradas que não estão muito aí para 22 homens correndo atrás de uma bola, mas que vão só para fazer companhia aos namorados. E há namorados que fazem o mesmo pelas namoradas, mas que, obviamente, em uma quantidade incomensuravelmente menor que a hipótese contrária. O juiz apita, o jogo se inicia, a bola rola, abrem-se as cortinas, começa o espetáculo, e logo o time de vermelho marca o primeiro. Culpa do alemãozinho que já esteve do lado de cá da trincheira, mas beleza, não tardou muito, acho que uns cinco minutinhos, e empatamos, digo, o time tricolor empatou – num gol de um cabra com um nome inglês aportuguesado. E aí o jogo foi indo, indo e acabou fondo, terminando assim mesmo, um tento para cada lado, para decepção da horda que transladou-se ao coliseu dos dias modernos e que esperava algo melhor, tipo 3 pontos, para continuarmos sonhando com o título, poxa, o atlético tinha até empatado.

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