Sobre a morte da Fórmula 1

F1 in Frankreich, Podium am Sonntag, Formel 1 Grand Prix (GP) von Frankreich 2002 (France, Nevers Magny - Cours)

A Fórmula 1 foi uma modalidade de competição (alguns a chamam de esporte) que ao seu tempo certo proporcionou boas emoções, ancorada em uma longa tradição e em grandes rivalidades, tendo até herói nacional gerado.

Mas eis que na década de 90 apareceu um piloto alemão que estragou tudo, instalando uma hegemonia que desapareceu com a graça do certame, e forçando a entidade organizadora a instituir uma mudança draconiana nas regras, no afã de restabelecer um mínimo de competitividade. O efeito colateral da medida foi a descaracterização total de treinos, corridas e do campeonato.

Eu, que cresci assistindo a Riccardo Patrese e a Gerhard Berger, perdi o interesse exatamente aí, e imagino que o mesmo tenha acontecido com milhões de outras pessoas que, se não o perderam na mesma época, o perderam durante os anos seguintes.

O desfecho desse melancólico processo é a notícia de que a Globo cogita parar com a exibição ao vivo das corridas – algo que sempre me soou impossível – e escanteá-las na Sportv, ao lado das transmissões da liga de futsal e do campeonato mundial de surfe.

Em suma, e por linhas bem tortas, Michael Schumacher foi o responsável por matar a Fórmula 1 – ironicamente, a mesma Fórmula 1 que ao longo de décadas também ocasionou a morte de tantos pilotos, como a do nosso próprio herói nacional.

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